sábado, março 25, 2006

MAS SERÁ MESMO QUE É SÓ COM OS RAPAZES?

- David, pára de te balançar na cadeira que ainda cais!
- Vira-te para a frente, senta-te à mesa como deve ser!
- Cuidado, não desças as escadas assim a correr, que podes cair!
- Não te pendures nessa trave que pode partir-se!
- Cuidado, Diogo, não vás de encontro às coisas!
- Diogo, não te quero a andar em cima das cadeiras quando estás à mesa!
- Não te atires assim de encontro ao teu irmão que ele cai!
- Não te pendures assim na cadeira!

Caramba, às vezes parece que enlouqueço!!!

6 comentários:

Nuno disse...

Não! Não é só com os rapazes! Eu julgava que sim... até ter uma (adorável) menina, muito feminina, que brinca como (e com) os rapazes :) Tem uma energia... que nos esgota :) É bom sinal :)

papu disse...

É bom sinal, sim :)

carla disse...

Tenho um sobrinho de 12 anos a quem foi diagnosticado défice de atenção com hiperactividade. As notas na escola cada vez estão piores e aturá-lo em casa é um inferno. às vezes dou por mim a olhar para o meu filho e a compará-lo com o meu sobrinho quando tinha esta idade.Não noto grande diferença...O médico queria drogá-lo com uns comprimidos de ritalina, a "cocaína pediátrica", mas a minha irmã não quis, diz que prefere que ele chumbe as vezes que forem necessárias. Até que ponto a energia e a falta de atenção são "normais" e a partir de quando são "doença"? É uma questão que me atormenta.

papu disse...

é uma questão delicada...
eu acho que são "doença" a partir do momento em que interferem com o bem estar da criança e da estabilidade familiar. é claro que é um indicativo subjectivo, e que varia de pessoa para pessoa, mas é mesmo isso que considero que pode servir de parâmetro para a definição do que é e não é "normal".
as notas e o comportamento na escola também são variáveis importantes, uma vez que muitas vezes podem (e devem) entrar em confronto com a visão dos pais (às vezes os pais acham que está tudo bem e é a escola que nota a perturbação).

quanto ao caso do teu sobrinho não me posso pronunciar, porque não conheço. à partida sou mais a favor de outras técnicas de intervenção, como terapia (individual e familiar) em vez da medicação. a medicação apenas elimina os sintomas de uma perturbação que muitas vezes tem a ver com características de personalidade, interacções familiares e padrões de desenvolvimento. também sei que há casos muito compçicados, em que a auto-estima da criança está muito comprometida, e que encontram algum alívio e melhoria na medicação. pessoalmente, sou contra medicar apenas, acho que a medicação só faz sentido quando enquadrada num contexto terapêutico mais vasto. cada caso é um caso, é complicado fornecer regras ou receitas. mas acho que alguma coisa deve ser feita, se a criança em causa está em sofrimento ou tem manifestas dificuldades que interferem com a sua auto-estima e auto-conceito. acho que ficar à espera que ele chumbe as vezes que forem necessárias não é a solução.
espero ter ajudado, qualquer coisa tenho o e-mail à disposição

papuinlondon@hotmail.co.uk

Sofes disse...

LOL
Não é só com rapazes não senhora...
A actividade frenética, a inquietude, a agitação e vontade de estar sempre em movimento são coisas de ambos os sexos!
Afianço-te que a minha F. tem uma energia incansável há já 5 anos, e qualquer das situações que aqui retratas assenta-lhe que nem uma luva.
E tenho muitas mais...


(o "pior" - ou melhor - é que tenho um outro de 13 meses que vai pelo mesmo caminho, e com esta idade já está muito bem ensinado e mais desperto que ela... tem quem o ensine precocemente!)

Paciência... é o que nos resta!
S

papu disse...

Olá Sofes.
Bemvinda :)