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sexta-feira, dezembro 18, 2009

Lixo com ele!

Eu às vezes dá-me assim umas coisas e pareço aquelas pessoas que não conseguem deitar as coisas para o lixo. Os meus filhos têm a quem sair, principalmente o Diogo, que colecciona tudo, até pauzinhos e pedrinhas da rua. Cada vez que arrumo as estantes dá-me ganas de enfiar tudo no lixo e então durante as mudanças nem se fala. Mas acho que desta vez exagerei, porque agora não consigo encontrar um par de luvas do David que estava perfeito para o Diogo, que perdeu hoje uma luva no meio da neve.
Uma vez assisti na televisão ao caso de uma velha que não conseguia entrar em casa porque havia sacos cheios de tralha até ao tecto. A porta da rua só abria uma nesguinha e lá se viam os sacos a abarrotar de coisas inimagináveis. Fartei-me de rir e ainda me rio cada vez que me lembro das imagens, e acho que é um riso assim a atirar para o nervoso miudinho. Eu às vezes já não consigo arranjar espaço dentro do frigorífico e depois descubro lá caixas com comida já a cheirar mal ou então legumes quase podres. Isto era mais dantes que ultimamente tenho feito umas poucas de revoluções dentro desta cabecinha. Agora só me falta converter o resto da família a esta compulsão do lixo com ele!
Eu tenho a mania de guardar, pois, e o meu ponto fraco são as coisas que os meus filhos me dão. Ando com os bolsos dos casacos e a mala cheia de pedrinhas e de papéis muito dobradinhos com desenhos do Diogo e alguns recados a dizer I love you e outras coisas do género. Mas as outras coisas já me deixei disso. Para que é que a gente quer carradas de extratos bancários e contas de há três anos atrás? Lixo com ele! A minha amiga diz que guardar contas velhas é muito mau para as nossas finanças porque afasta o dinheiro, e eu acho que isso é uma grande treta mas já agora lixo com ele!, que bem estamos a precisar de uns dinheiritos.

quinta-feira, abril 03, 2008

Isto não é normal

Escrevo. Depois olho para o que escrevi. Leio. Volto a ler. Franzo o sobrolho. Penso, mas eu já escrevi isto... Mas onde? Leio de novo. Tenho a certeza. Já li estas palavras em qualquer lado. Já as escrevi antes. Aqui? Aonde? Quase que me apetecia ir aos arquivos, abrir todas as pastas, ler, ler, ler tudo o que escrevi até hoje, até encontrar a prova da minha insanidade. Mas limito-me a encolher os ombros, e a engolir aquele resquício de bocejo que quase me abre a boca. Estou mas é doida, penso outra vez. Deixá-lo.

terça-feira, março 18, 2008

Mashed brains




Os ingleses realmente são uns gajos do carago! Ora, como adoram mashed potato, não há nada como inventar uma coisa à maneira para fazer... isso mesmo, to mash! Mas o que quer isto dizer? Bem, nós, como comemos puré de batata, puré, estão a ver, é assim uma coisa mais... elaborada, digamos, do que mashed... mashed cheira assim a mixórdia, não é? Então, nós, como eu ia dizendo, para fazermos o nosso purezinho de batata, temos o passe-vite, pois, aquela máquina! Que deve ter sido inventada por um senhor sentado a uma secretária, que, não tendo nada melhor para fazer, se pôs a pensar como é que seria possível fazer uma máquina para reduzir batatas a puré... e quem diz batatas diz outro legume qualquer, pois, que o principal, o propósito da máquina, seria reduzir as coisas a puré... talvez o tal senhor se tivesse zangado com a mulher, e estivesse assim com uns devaneios meio loucos, quiçá... É claro que ele nunca pôs os pés numa cozinha, nem sabe para que serve um ralador de cenouras, o passe-vite foi assim uma invenção de génio, que lhe saiu assim por acaso... Bem, mas como eu ia dizendo, nós usamos o passe-vite, mas os ingleses, estes crânios que às vezes até parece que bateram com a cabeça e são capazes destas ideias de génio, inventaram uma ferramenta... é pá, chamar àquilo ferramenta até é abusar, que aquilo é uma coisa tão simples... mas é mesmo de génio! Qual passe-vite qual quê, aquilo é que está a dar: depois das batatas cozidas e escorridas, esmagam-se com aquela porcaria, aquilo é uma maravilha, fica ali um purezinho à maneira, e é só esmagar, fazer assim com o braço, para baixo, como se estivéssemos a pisar os coentros no gral, estão a ver? Qual passe-vite, o quê, pá, vê-se mesmo que são portugueses, complicados, pá, agora um passe-vite, tu já me viste aquela complicação, e depois aquilo para desmontar, para lavar, aquilo é uma coisa... Porra, gostam mesmo de complicar, estes gajos... vê-se mesmo que não têm os brains aqui da malta nórdica, isto é que é, querem coisa mais simples do que isto? É só esmagar, assim, com a mão, para baixo, e temos um rico puré de batata, não é preciso andar ali com a mão à roda, a deitar bofes pela boca, e depois aquilo tem de se agarrar com uma mão e com a outra girar a manivela, mas que jeito é que aquilo tem, senhores? Aqui, é só facilidades: esmagou, está feito. Um purezinho de batata que é um verdadeiro mimo. Está bem, pá, pronto, não fica com aquela consistência do passe-vite, fica assim com uns grumozitos, é, pois, a gente está a comer e está a trincar assim uns bocaditos mais duros, mas então, também não se pode ter tudo, pois não? Também, por algum motivo este se chama mashed potato, não se chama puré de batata, também o que é que queriam?

(Mas que isto é de uma g'anda carola, lá isso é).

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Será que estou a ficar senil?

Isto de estar longe tem destas coisas.
Uma delas é esquecer-me do facto de Cavaco Silva ser Presidente da República.
E, quando abro a página do sapo, e leio que "Cavaco Silva lamenta a perda de vidas humanas nas cheias, em Lisboa", a primeira coisa que me vem à cabeça, é, mas porque raio é que isto é notícia?
E só então me cai a maçã na carola.
Ai, esta carola!

quinta-feira, novembro 22, 2007

Ando

a preparar-me para avó ;)
Os gaiatos vão para a escola, e deixam-me os tamagotchis para aqui aos guinchos. Ao princípio não atinava com aquilo e não percebia nada, agora já sei. Uma vez um deles morreu-me nas mãos e eu aflita sem saber em que botão carregar, raios parta para estas modernices! Mas agora estou esmerada: limpo-lhes o cocó, dou-lhes de comer, abro-lhes as cartas, trato-os quando estão doentes. Só não brinco com eles nem faço jogos, que isto a maluqueira tem limites!

domingo, setembro 09, 2007

Estarei boa da cabeça?

Em vez de nem a abrir e dar uma qualquer desculpa esfarrapada, como sempre fazia aí em Portugal quando aquelas velhas chatas das testemunhas de Jeová me batiam à porta, aqui, além de abri-la e de sorrir e dar os bons dias (ou as boas tardes, conforme a hora) ainda fico para ali na conversa com as pessoas... Bom, há que dizer que não são velhas, apenas um pouco chatas e com um ar um nadinha afectado, mas em compensação são super simpáticas e sorridentes... E eu, penso com os meus botões, ok, let's practise my english a bit, why not? A little while chatting about religion, the bible, humanity and our destiny, the world, the nature, Jesus, faith... enfim, não vem mal ao mundo por causa disso. E no fim lá me deixam um papelinho cheio de letras muidinhas que eu nem leio e jogo imediatamente no caixote do lixo. É que, para praticar a leitura, prefiro de longe os livros do Harry Potter. Isto apenas para dar um exemplo ;-)

terça-feira, abril 10, 2007

Maluqueiras

Um post para cada label (quase...) Alguns republicados, outros inventados agora.
Vá lá, podia-me ter dado para pior ;)

terça-feira, maio 30, 2006

SABEM ASSIM AQUELES DIAS


em que só vos apetece dar um estalo na própria cara?

Caramba! Eu já sei que sou distraída, aluada, ingénua... e outros nomes menos próprios que não vou esmiuçar...

A conta escusava era de vir atrasada e com juros !!!

sábado, maio 13, 2006

ORAÇÃO DE GRAÇA À SANTA CAPRINA


Bendita sois vós entre os mamíferos
Bendito é o fruto das vossas tetas
O leite de cada dia nos dai hoje
E juramos nunca mais cair no pecado proteico
do outro animal chifrudo

Vou eleger-te o Animal do Ano
Vou erguer-te um Altar Sagrado
Ó minha Ganda Cabra!!!
:-)


Aviso para visitantes desconfiados (as), egocêntricos (as) e/ou com a mania da perseguição: queridos (as), este post não tem nenhuma segunda leitura. É mesmo da cabrinha, o animalzinho querido amiguinho da Heidi, que pasta ervinhas tenrinhas, que estou a falar.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

ESTRANHOS HÁBITOS

Querida Sandra:

Devo confessar que, no primeiro momento, não achei lá muita graça a isto. É que sempre embirrei com coisas deste género, nunca achei muita graça, sei lá! Achei que ia ser a primeira a quebrar a corrente...

Mas depois fiquei a pensar... e começaram a ocorrer-me algumas coisas engraçadas! Olha, levaste-me na conversa, foi o que foi ;)

Então, lá vai! Os meus estranhos hábitos (só cinco, atenção!)

  • decalçar os sapatos mal entro em casa (e toda a família faz o mesmo - é um hábito herdado, mas a única forma possível de manter esta alcatifa com um ar apresentável, apesar das nódoas e de migalhas e de outras coisas inumeráveis que a enfeitam diariamente).

  • cumprimentar as pessoas com dois beijinhos, homens incluídos - este é estranho aqui, em Inglaterra! Aliás, já cometi algumas gafes, mas estou a integrar-me progressivamente nos costumes locais ;)

  • ando sempre com toneladas de papéis e papeizinhos na carteira (lixo, digamos assim), não percebo porquê, acho que é por artes mágicas que lá vão parar ;)

  • trocar o nome dos meus filhos - este só é estranho para pais de primeira viagem; eu também não acreditava muito quando me diziam isto, até ter o segundo!

  • tirar os pelos das pernas com uma pinça!

Mas como eu gosto de ser original, vou acrescentar mais dois!

  • tomar banho todos os dias - este também é estranho aqui em Inglaterra (!)

  • reler livros - quando gosto mesmo de um livro, sou capaz de relê-lo inúmeras vezes, acho que já cheguei às 10!

Pronto, e mais não digo! Agora a parte de escolher 5 pessoas é realmente difícil para quem, como eu, nunca achou grande graça a estas coisas... Mas olhem, eu vou fazer a minha escolha, vocês, os atingidos, sintam-se à vontade para quebrar a corrente, se não estiverem para aí virados!

Então vamos ao sorteio:

Vá lá, não me fuzilem! :D

quarta-feira, dezembro 14, 2005

O MEDO, ÀS VEZES

distorce-nos a percepção da realidade.
Põe-nos uma corda à volta do pescoço e aperta, sem dó nem piedade.
Acorda-nos monstros tenebrosos debaixo da pele.
Deixa-nos quase à beira da loucura.

E DEPOIS

quando passa, ficamos em paz.
Respiramos de alívio.
Mas a marca da corda fica lá, no fundo da garganta.

sábado, novembro 26, 2005

E PORQUE RAIO

é que a puta da cebola ainda faz arder mais os olhos e provoca ainda mais lágrimas quando estamos constipados??? (snif!)

Ficamos assim a modos que (snif) versão baba e ranho da Madalena Arrependida... (snif)

E uns cortes nos dedos e nas mãos enquanto pico a cebola e descasco os alhos? É que a faca (snif) também parece ter vida própria, cumcaralho! (snif)

E de repente começo a ver a minha impressão digital vermelhinha em todo o lado: ele é na faca, na ceboila, na pega da panela, na bancada... Socorro!!! Só faltava agora esta: a juntar às lágrimas todo este sanguili (duma costelica, viva a república, viva a república!)

Não liguem, que isto passa...

domingo, outubro 16, 2005

TENHO INVEJA

das pessoas que têm sempre a casa impecavelmente arrumada e limpa, como se ninguém habitasse dentro das quatro paredes, ou como se quem lá habitasse não fosse feito de carne e osso mas sim de uma matéria translúcida e algo volátil, de forma a não deixar rasto nem sinal nem cheiro.

É que eu não consigo. Dou a mão à palmatória: sou péssima dona de casa, péssima organizadora do meu espaço, péssima malabarista do tempo. E o pior é que detesto viver no meio da confusão e da desarrumação. É verdade, já a minha avó contava que eu, em pequenina, lhe confessara que não gostava nada de ver as "casas à baralhada!".

Admito: se calhar passo demasiado tempo aqui em frente desta máquina em lugar de estar na cozinha a limpar ou no quarto a dobrar meias ou a engomar roupa ou a aspirar, enfim, a cuidar da casa. Mas também, que raio, será que não tenho direito ao meu vício? Já que não tenho mais nenhum? E depois o tempo que passo entre tachos e panelas e fogão e lava-loiça já é mais que suficiente! Isto para não falar dos quilos de roupa para lavar e das camas para fazer (que na maioria das veze não são feitas) e desta puta desta alcatifa que dá um trabalhão a aspirar! (E que na maioria das vezes está cheia de migalhas de pão e de bolachas e de outras coisas inomináveis...)

O que querem que vos faça? Tenho dois diabos em casa, ou melhor, três, e se pensar bem até são quatro, a contar comigo! E deixem-me que vos diga uma coisa: fazem-me impressão aquelas mulheres que têm filhos e fazem todo o trabalho de casa sem a ajuda do marido e mesmo assim conseguem ter sempre a casa impecável. Fazem-me impressão e morro de inveja delas (não do trabalhão que têm, nem do facto de ninguém as ajudar, mas sim do facto de, apesar de tudo, conseguirem!)

Eu gostava de conseguir, palavra. Gostava de me levantar todos os dias, fresca e bem disposta, fazer o pequeno almoço para os gaiatos, ir levar o mais velho à escola, fazer o almoço para mim e para o mais novo, dar-lhe o almoço, lavar a loiça, arrumar a cozinha e fazer as camas e dar uma aspiradela na casa, pôr roupa a lavar, engomar algumas camisolas e calças e dobrar meias e arrumar tudo nos seus devidos lugares, sentar-me ao computador e divagar sobre qualquer tema que me apetecesse, ir buscar o mais velho à escola, ir com eles um bocadinho ao parque, vir para casa e dar-lhes o lanche, fazer o jantar, dar-lhes o jantar, lavar a loiça e arrumar a cozinha, passar mais umas camisas a ferro, dobrar mais umas meias, pô-los na cama, contar-lhes uma estória e ainda ter tempo para fazer o que me apetecesse até à meia noite.

E ficar maluca ao fim da primeira semana? É que o que descrevi é mais ou menos a minha vida diária, excepto o passar a ferro (já comprámos a tábua e já adaptámos o ferro mas ainda não me aventurei, por enquanto usamos mesmo as roupas au naturel), dobrar meias (que é coisa com que nunca atinei) e a aspiradela diária na casa. E claro que a loiça quase nunca é lavada logo a seguir às refeições. E raramente faço as camas. E à noite, depois da estória, é quase certo que adormeço de cansaço, deitada entre as camas deles.

E depois há dias de sol, como o de hoje, e a gente fica a pensar: vamos passar o domingo a aspirar e a lavar e a esfregar, para depois quando tudo estiver a brilhar já ser de noite? Não, vamos mas é sair, que os miúdos precisam de apanhar vento na cara e correr e brincar! E depois logo se vê. Cá ficam as migalhas de pão e bolachas a criar mofo nas alcatifas... (nem tanto, até se consegue dar uma aspiradela rapidinha antes de sairmos!)

Mas que as invejo, invejo. Embora saiba que nunca serei capaz de ser assim, e cá no fundo, fique a sentir que ainda bem que não sou.