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quarta-feira, dezembro 01, 2010

Neve





















A neve começa a transformar-se em gelo, nos passeios. Não há limpadores de passeios que cheguem para que andar na rua não seja um comportamento de risco. Como as estradas principais estão limpas, muitos peões optam por andar na estrada, à beira do passeio. O que vale é que os carros, regra geral, andam devagar. Pessoas com carrinhos de bebé fazem o mesmo. O trânsito está meio caótico. A maioria das escolas fechadas. O mais velho ficou em casa, o mais novo não. Hoje não lhe mandei sopa para o almoço porque com este frio arrefece completamente, ainda que dentro da caixa térmica, e comer sopa gelada é das piores coisas que há. As lunch boxes ficam cá fora, no recreio, numas prateleiras com rodas, todo o santo dia. Como a maioria dos miúdos leva mesmo só snacks frios para o almoço, ninguém se preocupa em aconchegar os sacos num sítio quentinho. Mas, caramba, a comida vai ficar como se tivesse saído do congelador! Será que ninguém pensa nisso? Não, nem sequer lhes passa pela cabeça.
A neve parou de cair, mas o frio continua.

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

E ainda...

Esgotou-se o sal grosso, na co-op.
E isto tudo por causa da neve.
Isto é uma anedota, só pode ser.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

É a maior queda de neve

de há vinte anos a esta parte.
Ontem, por volta da uma da manhã, já estava tudo branquinho. E então aconteceu uma coisa extraordinária: a noite acendeu-se. Iluminou-se. O céu estava branco como os telhados, o cimo dos carros e dos muros, os ramos das árvores, os passeios e a estrada. Uma luz rosada emanava de toda aquela imensa brancura. Deixou de ser noite. Também não era dia. Era uma outra hora, apenas vislumbrável nos sonhos ou num sítio distante onde reina a magia.
Eu fiquei um bom bocado acordada, a olhar pela janela, sem querer acreditar no que via.

Heavy snow, traffic blocked, schools closed... enjoyable day!

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quinta-feira, fevereiro 08, 2007

E A NEVE VOLTOU EM GRANDE :-)


É verdade, ando por cá, assim meio a hibernar, por causa do frio...
Hoje apenas restam bocados de gelo aqui e acolá. Mas está tanto frio que se vier mais chuva até pode ser que neve outra vez...
Ontem foi a loucura total. Pessoal com trenós em todo o lado onde houvessem uns metros que se pudessem descer.
Eu também andei a passear à neve, pois claro. Eu e a máquina fotográfica ;)

quinta-feira, janeiro 25, 2007

A NEVE


tem qualquer coisa de mágico que não sei o que é.

Já é mais que sabido que o clima interfere com os estados de alma. Por exemplo, a mim, os dias cinzentos deprimem-me (acho que acontece com toda a gente, uns mais, outros menos). Nos dias cinzentos fico particularmente pessimista e descrente de tudo. Mas basta surgir um raio de sol no céu para que passe imediatamente a encarar as coisas com outra disposição.

Quando o sol brilha sinto-me forte e destemida. Parece que consigo ver o lado mais belo das coisas. O mundo torna-se mais amável e acolhedor.

Também gosto de ouvir a chuva a bater nas vidraças. Essa música deixa-me sempre um pouco melancólica e nostálgica, mas é uma coisa doce, gostosa. Não é uma tristeza sem remédio.

Mas não há sensação igual à da neve. E, mais intenso do que ver a neve, é vê-la cair do céu. Senti-la esvoaçar por entre o ar gelado até nos pousar ao de leve no gorro ou no casaco. Ficar no meio de pequenos flocos brancos que nos entram pelos olhos dentro.

(Bem, nunca estive no meio de uma tempestade de neve, concordo que aí a sensação deve ser tudo menos agradável).

Mas não deixa de ser um mistério. Porque quando neva o céu está carregado de nuvens cinzentas. De onde vem então aquela sensação de paz que me envolve? Não creio que seja do branco, pois quando o céu está branco de nuvens (assim todo branco, sem se ver o sol, naqueles dias em que o cinzento se dissolve) o efeito também é meio deprimente.

Então o que é?

Não sei. É mágico. Quando a neve cai e nos envolve ascendemos de súbito a outra dimensão. Parece que a nossa alma também flutua, como se fosse um floco de algodão, por entre o espaço gelado. E de repente tudo fica leve, de uma leveza incrível. Até o fardo mais pesado que transportemos nos ombros.

Não sei porquê, mas é assim.

(Ontem o Diogo quando constatou que a neve tinha desaparecido desatou num pranto - com lágrimas e tudo: "Eu quia qui niváááááxe!!!". Finalmente, alguém que me compreende).