sábado, julho 16, 2005

PRINCESA FIONA

Mas há um de que sou fã número um junto com eles: Shrek. Aliás, não é à toa que baptizei o meu blogue de Far Far Away. Não, não é só por me sentir bué, bué longe de Portugal. É que Far Far Away é um reino encantado que adoro visitar.

É que há de tudo, neste reino encantado: princesas amaldiçoadas à espera do beijo do príncipe encantado, trancadas na torre mais alta de um velho castelo, guardado por um terrível dragão que lança fogo pela boca... com uns lindos olhos verdes, e que se apaixona perdidamente pelo burro falante, amigo e companheiro do ogre verde do pântano, herói destemido da nossa estória que salva a princesa e lhe rouba o coração... Mas então e o príncipe encantado? Esse já era, aliás, tudo não passara de uma farsa, armada pelo pai da princesa, que afinal era um sapo apaixonado a quem a fada madrinha transformara num belo príncipe, e assim pudera chegar a rei, casando com a rainha bem amada, uma farsa armada por ele e pela própria fada madrinha, mãe do príncipe encantado, que assim cobrava do rei a magia que lhe dera a forma humana, tornando o próprio filho príncipe e herdeiro do trono.

Mas afinal a princesa apaixona-se pelo ogre... O ogre verde e asqueroso que todos os humanos detestam, que vive no pântano e aterroriza as criancinhas, mas que no fundo tem um coração nobre e bom. E assim a princesa adquire a sua verdadeira forma, a real, a imagem semelhante do seu amor, que só pode ser... uma ogra, claro! Uma ogra verde e linda, porque ser bonita é ser amada. E no fim do baile, ela rejeita o beijo que os tornaria príncipes e belos para sempre, porque foi pelo ogre que se apaixonou e foi como ogra que viveu os dias mais felizes da sua vida. No pântano, tomando banhos de lama e trocando beijos e peidos com o seu amor.

É que só assim se pode ser feliz para sempre.

6 comentários:

manda disse...

Já não há princesas nem principes encantados! Aliás,nunca houve e nunca fizeram falta :-)

sem cantigas disse...

então pra ti aqui vai: a princesa fiona tem duas possibilidades de escolha de corpo e alma e opta pelo corpo verde e inchado de ogre, de temperamento abrutalhado, faz balões com cobras insufladas e dá arrotos para poder amar em verdadeira cumplicidade um ogre igualmente verde que é gordo, feio, tem mau hálito e é mal educado. nesta transformação só não se altera o belo cabelo vermelho amarrado em trança e ainda bem porque até combina com o tom de pele! a escolha da fiona é a que a maior parte das mulheres faz ou já se viu um homem desconhecido chegar a cavalo, dar um beijo e casarem para sempre, então?
um post de um velho blog meu!
manda beijos à fiona!

papu disse...

Olha, olha! Só agora é q vi estes comentários! :)

Mas ó querida: os principes encantados, montados a cavalo, são aqueles q amamos. Gordos, verdes ou feios: quando amamos alguém amamos o coração e as tripas! (tb já escrevi isto noutro lado, não me lembro onde!) E é a escolha de todos nós: a imagem do nosso amor! Essa é a nossa essência verdadeira!

sem cantigas disse...

(manda os comentários para uma caixa de email e assim ficas sempre atenta!)
pronto! estamos em desacordo! queres dizer que o nosso ogre/amor é à nossa semelhança? não me digas isso! eu acho que as mulheres quando amam transformam-se ora em ogres ora em princesas.
mais em ogres... porque ainda não vi chegar nenhum principe a cavalo!

sem cantigas disse...

principe/amor

papu disse...

Os principes encantados já passaram à história! Aliás, no filme o principe encantado é um piroso, foleiro, com a mania q é bom, pobre coitado...

Os nossos principes são aqueles que amamos. Gordos, feios, bonitos, ogres,... quem feio ama bonito vê. O amor traz-nos a capacidade de nos transcendermos. Quando amamos alguém amamos aquela pessoa, com os seus defeitos e os seus lados menos bons. No fundo, todos somos principes e ogres (princesas/ogras). Aliás, a dicotomia nem faz muito sentido: a nossa essência é aquela em que nos sentimos bem, dentro da nossa pele. Aquela em que nos sentimos amadas, por aquilo que realmente somos.

É por isso que no fim a Fiona renuncia à imagem de princesa e escolhe ser ogra. Porque foi pelo ogre que se apaixonou e foi como ogra que foi amada e que viveu os dias mais felizes da sua vida. E é isso que importa, e não a imagem exterior.

Aliás, numa sociedade que cada vez valoriza mais (e mal) a imagem exterior e um certo tipo de beleza esteriotipada, acho que esta mensagem faz todo o sentido e é muitíssimo importante.

E deixa cá ver se consigo essa proeza de mandar os comments para a caixa de correio...)

Bjs