quarta-feira, abril 07, 2010

Atenção: este post é só para mulheres (não digam que não avisei)

Já uso isto há algum tempo e até aqui a experiência tem sido positiva. É realmente mais económico e contribui sem dúvida para essas coisas da ecologia e tal. No entanto, para quem nunca usou e está com ideias, deixo algumas ressalvas. Se estão à espera de que seja mais prático e higiénico do que os pensos ou os tampões, não esperem. Mais prático, nem pensar. Se antes tinham de mudar o penso ou trocar de tampão, tudo verbos rápidos e eficazes, agora terão de lavar o copo. Ora bem, lavar, com tudo o que o nome indica. Não é tirar e deitar fora, embrulhar e lixo com ele. Não. Para já, temos de ter algo à mão para a dita atividade, lavar. O que eu tenho suspirado pelos bidés, mesmo ao lado da sanita, que me pouparia a triste figura de ter de me deslocar até ao lavatório... enfim, é que neste país os bidés são considerados artigos de luxo, pelo que as casas das pessoas normais não os têm. Mas adiante. Ora pois será preciso um sítio para a lavagem (não basta passar por água, até porque o sangue agarra-se, tem mesmo de se esfregar, pois) e é necessário um sítio para colocar o copo lavado, a borda do bidé serve perfeitamente, claro; é que só temos duas mãos e não é só o copo que precisa de ser limpo, aliás convém não colocá-lo com o caudal no máximo, senão... acho que me entendem. Há quem diga que nunca mais se preocupou em ter uma casa de banho por perto; eu não estou a ver outro sítio para proceder à operação, a não ser que estejam a pensar em despejar o conteúdo num lava-loiça ou na sarjeta, o que, convenhamos, não é lá muito recomendável. Entretanto, não tenham dúvidas que as mãos ficam sujas; aliás, se sofrem de fobia ao sangue e às outras correntezas que nos saem das entranhas o melhor é desistirem da ideia. Agora que o contacto com o sangue é mínimo, como dizem no site, tenham lá paciência. É seguro a nadar. Só tenho dúvidas quanto às casas de banho públicas e à garrafinha de água: mais uma vez, aquilo não basta passar por água, e mais uma vez a história das duas mãos... pois. Outra coisa que é preciso ter em mente: aquilo é um copo; quando encheu, encheu. A capacidade é grande e mesmo assim pode sempre remediar-se a situação usando um penso extra, se não for possível ir à casa de banho (ou à sarjeta) fazer a descarga. A colocação é muito fácil, apesar de não parecer e à primeira vista o tamanho poder suscitar dúvidas. Para quem não pode ou não quer usar tampões é ideal. Quanto aos testemunhos de algumas malucas sobre a relação mítica com o sangue e o corpo e o tanas, vão mas é tratar-se.

(para acederem ao site cliquem na imagem)

3 comentários:

Leonardo B. disse...

[extraordinariamente elucidativa, a prosa, muito na moda (binómio sangue/vampiros, tudo a haver...) e embora sem aquele... como direi, toque de suspense, achei muito mais interessante que quinhentas páginas de Lobo Antunes; muito a sério!] O:)

um imenso abraço, Papu

Leonardo B.

papu disse...

por acaso no site não há testemunhos de vampiras a dizer que é óptimo e que nunca mais tiveram de se preocupar com as reservas de sangue... mas é só por acaso... ;)

Olho de Lince disse...

Obrigada pelo testemunho, foi muito útil e elucidativo! Há já algum tempo que penso aderir "à coisa" mas só agora me sinto de facto esclarecida.