terça-feira, setembro 27, 2011

Poesia (3)


(imagem retirada da net)


Como se o vento
E a chuva
Soubessem a sal.
Nasce-me o sol por entre os dedos
E dos lábios escorrega a malícia
Sumarenta
De uma uva.
Estico os braços
Na preguiça
Felina e dormente
Do meu ventre.
Solto os lírios dos cabelos
E novamente
A chuva enche os rios
Caudalosos
Dos meus medos.

1 comentário:

Leonardo B. disse...

[um vento que se toca,

como se fossem os dedos, pequenos traços de tecido, já versos completos entre ventos]

um imenso abraço,

Leonardo B.